terça-feira, 25 de julho de 2017

O ascetismo e o farisaísmo contemporâneo

O ser humano foi criado para honra e glória do nome do Seu Criador.
Esta é uma verdade absoluta e irrefutável implícita nas Escrituras Sagradas.
A coroa de Sua criação deveria, com afinco, glorificar e exaltar o Seu nome constantemente reconhecendo sua total dependência dEle.
Lamentavelmente, como passar do tempo, o pensamento teocêntrico (Deus no centro de todas as coisas) passou a ser substituído pelo pensamento antropocêntrico (o homem no cento de todas as coisas). Não digo isso com base histórica do Renascimento ocorrido na Europa entre o fim dos séculos XIV e XVI, mas no novo direcionamento eclesiástico de importância voltado para a glória do próprio homem.
Nos dias de Cristo existia a mais importante ramificação do judaísmo que com veemência Ele criticava – o farisaísmo.
Pense num grupo cuja conduta contradizia com a sua pregação?
No farisaísmo a prática do ascetismo era frequente. Muitos fariseus fervorosos viviam tal comportamento.
O ascetismo, nesse contexto, nada mais é do que um conjunto de privações, evitações que fazem parte da vida de todos que seguem esta doutrina. É fato que como servos de Cristo somos convidados a viver um ascetismo decente, cujas privações visam mortificar a carne e fortalecer o espírito, assim como o jejum é indispensável nesse processo.
Mas qual a relação entre essa conduta e o farisaísmo?
Nos tempos de Cristo os fariseus viviam essa realidade, pois utilizavam o jejum como princípio de privação e devoção, todavia não glorificavam a Deus, mas a si mesmos (Mateus 6.5).
Era comum no primeiro século da igreja encontrar um fariseu que após acordar não penteava o cabelo, nem escovava os dentes, mas ia todo desleixado orar nas esquinas para ser visto como “um exemplo de homem de Deus”.
Tratava-se de um ascetismo antropocêntrico, pois muitos dos que passavam e diziam: “eis aí um homem de Deus que renuncia os prazeres do mundo por Seu Senhor”. Sem titubear o Messias os denominava de hipócritas, pois seu maior objetivo era vender uma imagem para os homens e adquirir glórias terrenas para si.
Pasmem todos, mas essa prática não se restringiu apenas ao tempo de Cristo, mas com o passar dos anos ela foi se amoldando as novas culturas até chegar em nossa contemporaneidade.
Há um ascetismo moderno agregado a prática farisaica contemporânea.
É fácil identificar isso principalmente na internet – o maior veículo informativo desse mundo pós-moderno.
Quantos que se dizem homens de Deus e que arrebanham um público adquirem para si a imagem de santos homens, entretanto não glorificam Aquele que é Santíssimo?
Tais pessoas se elevam diante dos homens tendo aqui já reservado o seu galardão (Mateus 6.2).
Tudo o que fazemos para o nosso Deus: oração, jejum, leitura da Palavra de Deus, evangelização... São realmente para Deus e não para induzirmos a nossa promoção diante dos homens.
Quantas vezes nas redes sociais me deparo com imagens que representam tais práticas. Listarei algumas experiências:

1 – Certa feita me deparei com uma postagem de um irmão de joelhos no monte simulando uma oração e tirando uma selfie cuja legenda era: “Eu pagando um preço”, “No monte falando com O Senhor”.
Perdoem-me, mas o objetivo de tal pessoa é glorificar a si mesmo. O mais interessante é como o ego dela é massageado quando se vê nos comentários as seguintes frases: “Deus precisa de homens que busquem a Ele como você!”, “É isso mesmo varão, seja exemplo para essa geração.”
É muito complexa essa triste realidade. O homem de Deus quando está orando se esvazia de todo o seu eu e se enche de Deus.
Ou você ora ou tira uma selfie, os dois não dá!

2 – Em outra ocasião uma certa pessoa postou uma foto entregando folhetos evangelísticos. O mais curioso era a pose feita para a foto que foi tirada, o indivíduo entregando um folheto, um pecador recebendo e ambos olhando para a foto. Parecia mais uma politicagem. A legenda era: “Eu fazendo o ide, ganhando almas para Deus”.
Para piorar vem os massageadores de ego do endeusado com os seguintes comentários: “Deus precisa de homens que façam o ide”, “Que Deus levante homens como você que tenha paixão pelas almas”.
Mais um exemplo da glória ao próprio homem.
Se eu ganho almas para Cristo isso só diz respeito a mim e Ele.


3 – Há pregadores que em suas ministrações fazem questão de dizer quantas vezes oraram, jejuaram, leram a Palavra, quantas almas ganharam, quantas ofertas entregam... Tudo isso não edifica a vida de nenhum ouvinte, mas os conduzem a olhar para o “ministro” e dizer que ele é muito bom.
                Isso se assemelha a prática do fariseu orando no templo ao lado do publicano. Enquanto o fariseu se promovia diante de Deus pelos seus atos, o publicano se humilhava. Cristo mesmo disse que ele “orava de si para si mesmo”. Ele orava alto para que todos vissem quem ele era (Lucas 18).
                Que tenhamos a humildade do publicano que reconhecendo os seus erros disse: “Deus, tem misericórdia de mim que sou pecador!”.

4 – Certos pregadores tem o costume de quanto estão pregando e após a pregação postarem fotos de suas apresentações seguidas das legendas: “Preguei hoje e quebrei tudo”, “Virou a casa”, “Explodiu tudo!”, “Tremeu tudo”, “Hoje ganhei 10 almas para Cristo”.
Perdoem-me meus amigos se estou soando muito radical, mas quem tem um pouco de senso e conservadorismo sabe que não há mérito algum no homem. Aprouve a Deus nos usar de bondade para ganhar almas para o Seu reino.
Além do mais a maior honra é do irmão (a) que está há tempo lutando para que aquela vida visite a sua igreja.
Paremos de dizer que quebramos tudo, viramos a casa, explodiu, e muitos outros termos errôneos do meio pentecostal. Tudo isso mostra que, como está em primeira pessoa, a glória é minha.
Quem faz é Deus, do jeito que Ele determina e para a Sua glória!
Estamos no tempo do fim, às vésperas do arrebatamento, não sejamos presunçosos, egoístas e promotores de nossa própria imagem. Quem nos eleva é o Senhor por sua misericórdia.
O que fazemos para Deus e o que Ele faz por nós só diz respeito a vocês. Elizeu tendo porção dobrada da unção de Elias não se promovia, mas as suas obras eram vistas de modo que o testemunho que diziam a seu respeito era objetivo: “Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus” (II Re 4.9).
Finalizo com um versículo das Escrituras Sagradas que resume como deve ser a nossa prática:

“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus”.
(1 Coríntios 10.31)

Não precisamos dizer quem somos, mas as nossas práticas falarão por si mesmas.
Deus te abençoe!

Paz!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

“Esta enfermidade não é para morte”, mas Lázaro morreu – E agora?!

         
            Este é um dos relatos mais intrigantes acerca do ministério de Cristo.
É evidente que por onde Ele passava três coisas Constantemente  realizava: pregava, ensinava e curava.
Sobre as curas e milagres ministrados pelo Filho de Deus sabemos que foram muitos, de maneira que o apóstolo do amor relatou que, se todos os Seus feitos fossem registrados, todos os rolos do mundo não seriam suficientes (João 21.25).
Ficamos abismados com a cura de Bartimeu, do paralítico do tanque de Betesda, da filha de Jairo, da sogra de Pedro e muitos outros; agora o que o Nazareno realizou em Betânia até hoje atrai o olhar de muitos  principalmente da alta crítica que luta com afinco para apagar a veracidade das Escrituras Sagradas.
Por estes dias dia fui abordado com esse questionamento narrado no evangelho de João no capítulo 11:
“Se Jesus disse que a enfermidade de Lázaro não era para morte, por qual razão ele morreu? Estaria Cristo equivocado? Seria uma contrariedade do evangelista?”
Ressaltou: “Cristo ainda disse – O seu irmão há de ressuscitar”.
Confesso que fiquei muito intrigado, mas ao analisar o texto pude entender o que Cristo estava querendo nos dizer.
É fato que há princípio parece uma grande discordância teológica, um erro de tradução... Todavia a interpretação é mais simples do que imaginamos.
Quando o Messias afirmou que esta enfermidade não seria para morte, o termo morte aqui empregado não tem o sentido de ausência permanente de vida. Contextualizando, Cristo estava dizendo que esta enfermidade não era para extinção definitiva da vida terrena de Lázaro, mas uma pausa, uma temporalidade. Isso pode ser evidenciado no versículo 11 quando O Salvador disse que Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono.
Essa é uma prova de que a vida de Seu amigo não acabaria ali, mas aquela situação veio para que o nome de Deus fosse glorificado (v. 4).
Ao afirmar a marta que o teu irmão há de ressuscitar Ele estava dizendo que interromperia o ciclo da morte e daria continuidade a vida de Lázaro, mesmo estando há quatro dias no sepulcro e já cheirando mal.
Ao chegar diante da sepultura ordena que a pedra seja removida e dá a ordem. Num silêncio dominando aquele momento e muitos amigos, familiares e curiosos vendo como seria o desfecho daquela história, sai o homem com vida e de todos se apodera um grande temor e muitos passam a crer nEle (v.45).
            Assim acontece conosco.
Há momentos que aparentam ser para a morte, o fim de tudo, mas O Senhor está dizendo que é apenas uma pausa, um processo para uma glorificação do Seu nome em nossas vidas.
Creia nisso caro leitor, parece que a morte venceu, mas Aquele que manda na morte está vindo em sua direção para ressuscitar todos os projetos que estão enterrados.
Há um novo tempo chegando para ti e todos que te cercam.
Assim como no capítulo seguinte Lázaro estava à mesa com Cristo (João 12.1,2) O Pai Celestial está preparando uma mesa diante de todos para que vejam que aqueles que Ele ama não ficam confundidos.
Creia nisso!
Deus vos abençoe!

Cabo Frio,10/07/17. 

domingo, 18 de junho de 2017

De tal maneira...

    Quando observamos o evangelho de João 3.16, automaticamente, nos deparamos com o texto áureo das Escrituras Sagradas.
    Trata-se da representação de um amor incondicional, em grego conhecido como ágape, tendo o sentido de sacrificial. Este é o amor de Deus pela humanidade registrado pelo evangelista João.
    Ao escrever numa folha com a pena e o tinteiro, o apóstolo do amor precisou de um adjetivo para representar esse afeto. Por um bom tempo ele ficou pensando e buscando, em todas as gramáticas de sua época, um vernáculo que chegasse ao máximo possível perto do que o amor de Deus realmente era.
    Todavia sua busca foi frustrada, pois nem o maior filósofo ateniense poderia, com as mais belas palavras, descrever, tampouco definir esse imensurável amor, capaz de fazer Deus enviar sEu único filho para morrer por um mundo condenado.
    No meio de todo esse processo de busca, João não consegue encontrar uma só palavra e, a partir daí, ele define o amor divino como sendo de tal maneira, ou seja, de uma maneira inexplicável, indizível, indescritível.
    De tal maneira não é vernáculo. Com isso o evangelista está nos dizendo que Deus amou o mundo de uma maneira inigualável.
    Aleluias!
    Isso é Graça, um presente imerecido.
   Que possamos diariamente valorizar o sEu amor e retribuí-lo com um muito obrigado, pois este amor começou no Calvário e até hoje se estende a todo aquele que nele crê, a fim de nos conduzir a vida eterna.
    Saúde e Paz! 

Pr. Daniel Aguiar
C. Frio/RJ, 18/06/2017


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Lançamento do Livro Crescendo Como o Cedro no Líbano

No sábado do dia 18 de fevereiro de 2017, das 19H-22H, foi realizado, na Casa de Cultura Charitas em Cabo Frio/ RJ, o Lançamento do meu primeiro livro: Crescendo Como o Cedro no Líbano – Descobrindo os segredos do autêntico crescimento espiritual.
Louvor ao Senhor pela presença de todos os amigos, familiares, alunos, companheiros de magistério e ministério que dedicaram um tempinho para me prestigiar.
Foi uma noite memorável!
Faço do salmista as minhas palavras;

“Foi o Senhor que fez isso, e é maravilhoso aos nossos olhos;”

(Salmo 118.23)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Saindo da zona de conforto - O que Jairo nos ensina?

       Uma atitude pode definir um futuro, independente das oportunidades que este propõe. Para muitos, diante de um impasse desses, não há nada a ser feito senão esperar a morte levar todo um projeto. Para outros há sempre uma atitude a ser tomada. É o simples e rotineiro questionamento: “O que fazer quando não há o que fazer?”.
            Deixe-me compartilhar algo interessante  com você, querido leitor. O nome de Jairo significa: Deus esclarece, Deus ilumina, aquele a quem Deus iluminou.
           Compreendemos que ao se colocar o nome numa criança nos tempos bíblicos vários fatores eram importantes nesse processo. O nome poderia representar uma profecia, um episódio (1 Samuel 1.21), a personalidade da criança (Gênesis 21.3,6). O chefe da sinagoga recebera esse nome como um prenúncio do que ele necessitaria futuramente.
           No meio daquele turbilhão vendo a morte se aproximar de sua filha, Jairo toma uma decisão crucial – sai de sua zona de conforto. Enquanto ele permanecesse ali veria a sua filha morrer diante dos seus olhos se poder fazer nada.
          Lamentavelmente essa é a realidade de muitas pessoas. Diante dos problemas se comportam como Pedro após pescar toda uma noite e não pegar nada – lavando as redes à beira da praia (Lucas 5.2). Quem assim procede só olha para os limites, impossibilidades, derrotas e fracassos, diante dos “não tem mais jeito” de quem não confia em Deus, porém aquele que sai da zona de conforto, daquilo que o limita, sai para conquistar o impossível.
         A decisão mais importante é tomada, Jairo vai ao encontro de Jesus. Nesse momento ele se despe de sua indumentária religiosa, esquece-se de sua posição no farisaísmo que não pode ajuda-lo quando mais precisava e vai em direção Àquele que era considerado uma ameaça para o seu seguimento religioso. Ele vai até Jesus.
            Lembrando que nessa altura do ministério de Cristo o nome do Senhor já estava em evidência. Muito se ouvia falar. Tanto que muitos que estavam presente quando Ele realizava seus milagres eram curiosos que ouviram sobre sua fama e ia confirmar se era real ( Mateus 11.5).

           Esta foi a decisão de um pai em desespero. Sua única alternativa era Jesus e assim aposta todas as suas fichas e parte em direção ao Mestre. 
          Querido leitor esta é a atitude que Deus espera de você.
         Saia da zona de conforto, daquilo que te limita e parta em direção Àquele que pode resolver o seu problema. Enquanto você permanecer neste marasmo você não terá outra visão além do fracasso e da morte, mas quando você for ao encontro de Cristo (Fé) consequentemente Ele irá em direção a sua vida (Graça).
          Ele mesmo nos prometeu eu sua Palavra:

                                          "... e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora."  (João 6.37b)

          Deus em Cristo te abençoe ricamente!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Fé, uma necessidade de nossos dias

Falar sobre fé no mundo atual é um grande desafio. Lamentavelmente até mesmo dentro da própria igreja podemos, claramente, evidenciar a escassez dessa virtude que nos liga ao céu.
A igreja contemporânea está vivendo sob a égide do secularismo e seu tendencionismo. Por mais que em sua liturgia pregue sobre o céu, seu o comportamento é de quem prefere viver para sempre aqui na terra. Homens fraudulentos estão barganhando o Evangelho com objetivo de se enriquecer e para isso arrebanham multidões com suas falsas mensagens de benefícios terrenos, ocultando os princípios básico para conquista da vida eterna.
Há uma gama de pessoas servindo ao Senhor (ou pensando que estão servindo) à base da troca, da negociação. Isso se configura nessa emergente e volumosa geração rasa do poder sobrenatural da fé, pois vivem pelo que pode ser visto, não pelo que está além da matéria (2 Coríntios 4.18).
O próprio Senhor deixou registrado que esse seria Seu grande desafio ao buscar a sua igreja:

           
            A maior certeza de fé deve está baseada na maior promessa de todos os tempos – A vinda de Jesus.
          Lembro-me de minha infância onde muito ouvia falar sobre este tema e que cada cristão precisa ter certeza de sua salvação. Como se pregava sobre  a vinda de Cristo com veemência. Os louvores seguiam o mesmo contexto. Era uma clima celestial onde éramos preparados para o grande encontro com o nosso noivo. Como Deus falava!
        Hoje muitos não creem mais que Jesus regressará para buscar seus escolhidos, tampouco atentam para o fato dEle voltar pessoalmente para buscar-nos (Lucas 12.20)
        Uma coisa é certa, a qualquer momento Rle virá e levará para o Seu Reino somente aqueles que nEle crê:

“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o
que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar,
seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.
E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si
mesmo, como também ele é puro.” (1 João 3.2,3)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O MOVIMENTO PENTECOSTAL NO BRASIL: SOB O OLHAR DA ASSEMBLEIA DE DEUS - MAIOR PROPAGADORA DESSA FÉ

ORIGEM BÍBLICA DO MOVIMENTO PENTECOSTAL

O termo Pentecostalismo é derivado da palavra Pentecostes, uma festa judaica, comemorada anualmente, cinquenta dias após a festa da Páscoa.
A origem desse movimento está registrada na Bíblia Sagrada, escrito por Lucas no livro de Atos dos Apóstolos, mais precisamente no capítulo dois, onde narra que os cristãos se encontravam em Jerusalém, para comemorarem a festa da Páscoa, e estavam congregados num cenáculo e num dado momento daquela reunião foram “cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas conforme o Espírito lhes concedia que falasse” (Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículo 4).
Esse acontecimento, de fato, marca o início do movimento pentecostal no mundo, que na verdade é chamado pela Assembleia de Deus de O Movimento do Espírito Santo, não tendo nenhum vínculo litúrgico com a festa da Páscoa.
Segundo os teólogos que defendem esse movimento, mais precisamente os da Assembleia de Deus, maior propagadora desse movimento através de suas publicações pela editora CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus), esse acontecimento foi o cumprimento de uma promessa feita pelo profeta Joel:

“E a de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito” (Joel capítulo 2, versículos 28 e 29).

O próprio Jesus Cristo reforçou essa promessa:

“Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos dos Apóstolos capítulo 1, versículos 5 e 8).

Após aquela festa e esse “derramar do Espírito Santo” os cristãos aqui reunidos regressaram para suas cidades e, aonde chegavam, propagavam a nova fé agregando um grande número de novos crentes que também recebiam o Espírito, formando uma comunidade cristã.
O apóstolo Paulo foi o maior pregador dessa fé e aonde ia anunciava sobre essa nova fé, a religião de Cristo que posteriormente ficou conhecida como Cristianismo.

INFLUÊNCIAS HISTÓRICAS DO MOVIMENTO PENTECOSTAL NO BRASIL

O movimento Pentecostal no Brasil sofreu influência de uma onda de experiências pentecostal ocorrido na Europa, EUA e de forma isolada em outros países, no que é chamado pelos pentecostais de- “Avivamento”, ou “Onda de Avivamento”.
Um desses movimentos aconteceu na Europa no final do século XIX, como narra Jessé L. Hurlbut, em seu livro História da Igreja Cristã:

“Um grupo de crentes pentecostais realizou uma con­venção em 1897, na Nova Inglaterra. Mais ou menos na mesma época, manifestou-se um avivamento no estado de Carolina do Norte. No estado de Tennessee, se­gundo testemunho de Clara Smith, que mais tarde foi missionária no Egito, havia no ano de 1900 cerca de quarenta ou cinqüenta pessoas batizadas com o Espírito Santo. No mesmo ano manifestou-se um avivamento pentecostal entre um grupo de crentes de nacionalidade .sueca na cidade de Moorhead, Estado de Minnesota, cujos resultados são notáveis ainda na atualidade” (VIDA Acadêmica, 2006, p. 221).

Já no início do século XX, em 1906, um movimento semelhante aconteceu em Los Angeles, na famosa Rua Azuza, quando um pastor negro, William Joseph Seymour, discípulo de Charles Fox Parham em suas reuniões de oração pregavam a doutrina do batismo no Espírito Santo, com o falar em línguas espirituais como evidência inicial da manifestação para os adeptos do movimento, o que atraiu centena de fiéis e se espalhou oi vários lugares.

“No mês de abril de 1906, um grupo de crentes rece­beu o batismo do Espírito Santo, na cidade de Los Angeles, acompanhado do falar em outras línguas. Iniciou-se, então, a distribuição gratuita de uma re­vista, de modo que as notícias se espalharam por toda parte. Numerosos crentes que sentiam sede espiritual viajaram para a cidade de Los Angeles, a fim de se inteirarem, pessoalmente, do que estava acontecendo. Muitos daqueles que observaram as manifestações de caráter divino creram, humilharam-se ante a presença de Deus, e buscaram o batismo do Espírito Santo. Ou­tros, porém, endureceram os corações e zombaram do que viram. Foi por meio da palavra oral e escrita que as noticias chegaram a todos os lugares. Simultaneamente chegavam notícias de que manifestações semelhantes do Espírito Santo aconteceram nas cidades do leste e do centro dos Estados Unidos, e também no Canadá, Chile, Índia, Noruega e nas Ilhas Britânicas. Enquanto se realizava um derramamento do Espírito Santo na cidade de Los Angeles, efetuaram-se, também, reu­niões pentecostais nos acampamentos da cidade de Ashdond, próximo de Duxbury, em  Massachussetts. Em ambos os lugares os crentes receberam o batismo do Espírito Santo, acompanhado do sinal de falar outras línguas” (Hulburt, 2006, p. 224).

Sua origem no Brasil se deu em função do trabalho de dois missionários suecos, membros da igreja Batista, Daniel Berg e Gunnar Vingren, que, segundo seus relatos, receberam uma “revelação” na qual o “Espírito Santo” os ordenava a ir para o Brasil para anunciar essa “nova manifestação do Espírito Santo”. Em 19 de novembro os dois missionários aportaram em Belém do Pará.
Segundo o livro Diário do Pioneiro, de Gunnar Vingren, escrito pelo seu filho Ivar Vingren, e publicado pela CPAD esse desejo missionário se manifestou no coração dele aos 18 anos:

“... no mês de outubro realizamos uma festa para levantar dinheiro a fim de ajudar um irmão que ia sair para o campo missionário como evangelista. Tudo o que eu tinha nessa oportunidade eram 6 coroas, e eu as entreguei como oferta. Quando voltei para casa depois da festa, senti uma alegria imensa, e ouvi uma voz que me dizia: ‘Tú também irás ao campo de evangelização da mesma forma que Emídio!’” (2010, p. 20)

Chegando aqui passaram a frequentar os cultos na igreja Batista, da qual pertenciam nos EUA. Contudo passaram a anunciar a nova doutrina, o que trouxe uma divergência entre os membros, onde uma parte se uniu ao movimento e outra não aceitou. Em 18 de junho de 1911 ambos foram desligados da Igreja Batista.
Entretanto essa nova pregação impactou o coração de Celina Martins de Albuquerque:

“Celina Martins de Albuquerque, membro da Igreja Batista, creu na mensagem pentecostal pregada pelos jovens missionários e recebeu o batismo com o Espírito Santo quando orava de madrugada em sua casa, no dia 2 de junho de 1911, juntamente com outra irmã da sua igreja, Maria de Nazaré”. (Lições Bíblicas, 2º trimestre de 2011, p. 73).

Esse acontecimento deu origem a uma discussão na Igreja Batista de Belém, onde 13 membros foram expulsos. Cinco dias depois, num culto de domingo, estavam reunidos cerca de 18 pessoas, mais os dois missionários, na casa de Celina de Albuquerque, dando origem a Missão Apostólica, que posteriormente, em 11 de janeiro de 1918, foi registrada como Sociedade Evangélica Assembleia de Deus, devido a fundação das Assembleias de Deus nos Estados Unidos, em 1914, em Hot  Springs e Arkansas, contudo não apresentavam nenhum vínculo institucional entre si.

AVANÇO DA ASSEMBLÉIA DE DEUS NO BRASIL

Daniel Berg e Gunnar Vingren, com os primeiros membros começaram a realizar cultos e diversos lugares do estado do Pará, alcançando também o Amazonas e se espalhando pelo nordeste, nos lugares mais pobres daquela região.
Deste a sua fundação em 1911 até 1956 a Assembleia de Deus estava presente em cada região do Brasil:

“Dessa maneira, apesar das muitas lutas e perseguições, aconteceram os primeiros passos para a fundação de igrejas em todas as regiões do país: Ceará (1914); Alagoas (1914); Paraíba (1914); Roraima (1915); Pernambuco (1916); Rio Grande do Norte (19111, 1918); Maranhão (1921); Espírito Santo (1922); Rondônia (1922); São Paulo (1923); Rio de Janeiro (1924); Rio Grande do Sul (1924); Bahia (1926); Piauí (1927); Minas Gerais (1927); Sergipe (1927); Paraná (1928); Santa Catarina (1920, 1931); Acre (1932); Goiás (1936); Mato Grosso (1936) e Distrito Federal (1956)” (CPAD, 2011, p. 74)

Daniel Berg e seu companheiro foram implacáveis na evangelização e propagação do novo movimento:

“Após a evangelização em Bragança, tornou-se também o pioneiro na evangelização na Ilha de Marajó, onde peregrinou por muitos anos, a bordo em pequenas e grandes canoas. Berg ia de ilha em ilha levando a mensagem bíblica aos pequenos grupos evangélicos que iam se formando por onde passava. Daniel Berg sempre foi muito humilde e simples. Em suas pregações e diálogos, sempre demonstrou essas virtudes. Ninguém o via irritado ou desanimado” (2007, p. 123).
           
Por volta de 1922 um grupo de famílias retirantes do Pará chegam na atual capital federal, Rio de Janeiro, dando início a nova denominação no bairro de São Cristovão.
Em 1924 Gunnar Vingren foi transferido para o Rio de Janeiro, fundando a segunda igreja Assembleia de Deus no Brasil.
Nesse período aconteceu a conversão de Paulo Leivas Macalão, filho de um general, que foi atraído para a Assembleia de Deus por intermédio de um prospecto evangelístico. Grande foi a contribuição desse homem para o avanço da denominação nesse estado e em outros estados da região sudeste, onde o ministério tem maior força. Foi ele o fundador do assim chamado Ministério de Madureira, cuja sede se encontra no bairro de Madureira no Rio de Janeiro.
Além de precursor foi um grande compositor, cujos hinos passaram a fazer parte da Harpa Cristã (hinário oficial das Assembleias de Deus) e são entoados até hoje em suas reuniões.

ASSEMBLÉIA DE DEUS NOS DIAS DE HOJE

Atualmente as Assembleias de Deus se encontram presentes em quase todo o mundo. Recentemente (em 2011) comemorou o seu centenário, contando com milhões de adeptos, como mostra a pesquisa a seguir:

“Numa estimativa feita em 2005, com base em números do Censo Brasileiro, divulgada no Jornal Mensageiro da Paz, as assembleias de Deus teriam chegado a 20 milhões de fiéis espalhados por todo o país em 2010, e representariam 40% dos evangélicos brasileiros ao completar 100 anos de fundação. São mais de trinta mil pastores, mais de seis mil igrejas-sede, mais de dois mil missionários, milhares de obreiros e mais de 100 mil locais de culto nos mais de cinco mil municípios brasileiros” (CPAD, 2011, p. 75).

Nos dias hodiernos falar sobre Assembleia de Deus como uma unidade já não é mais uma possibilidade.
Devido ao grande crescimento da denominação, foi criada a CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil), com sede no Rio de Janeiro. A CGADB é proprietária da CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus) tendo O Mensageiro da Paz como jornal oficial.
Constituída por várias convenções estaduais e regionais e vários ministérios filiados (Assembleias de Deus dissidentes dos grandes ministérios), a CGADB atualmente tem como presidente o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente também da Assembleia de Deus Ministério do Belém, situada em Belém no estado de São Paulo.
O crescimento se deu tão rapidamente nesse período de cem anos que, atualmente, a denominação também se faz presente em quase todos os setores da política nacional, contando com deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores.
A partir do ano de 1982, com o falecimento do pastor Paulo Leivas Macalão (fundador da Assembleia de Deus Ministério de Madureira) assumiu a direção dessa igreja o Pr. Manoel Ferreira (atualmente Bispo Dr. Manoel Ferreira). Com isso a Assembleia de Deus no Brasil sofreu sua maior ruptura, quando o Ministério de Madureira, agora sob nova direção, se desligou da Convenção Geral das Assembleias de Deus – CGADB, alegando divergências quanto ao regimento interno da convenção.
Em setembro de 1989 foi realizada na Bahia uma Assembleia Geral extraordinária onde, a partir das decisões tomadas nessa reunião, foi organizada uma nova convenção totalmente autônoma e independente da CGADB, a Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil Ministério de Madureira (CONAMAD), contando com centena de filiados não só no Brasil como também no exterior, tendo como atual presidente vitalício o Bispo Dr. Manoel Ferreira.
A CONAMAD é proprietária da Editora Betel, órgão oficial dessa convenção tendo O Semeador como jornal oficial, cabendo a todas as igrejas filiadas a utilização de suas publicações.Diante disso, ao falar da Assembleia de Deus na atualidade deve-se observar que está dividida em duas maiores convenções: A CGADB e a CONAMAD, com seus respectivos presidentes.

Pr. Daniel Aguiar
Cabo Frio, 26/012/16

domingo, 11 de dezembro de 2016

Olhando para o invisível

“Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que não se veem; porque as que se veem são temporais, e as que não se veem são eternas”.  (2 Coríntios 4. 18)

O apóstolo nutria em seu coração uma grande preocupação com o modo de vida dos servos de Cristo nos primeiros anos da Era Cristã. Mais adiante, ainda falado com a igreja em Corinto em sua segunda carta, nos deixou registrado:


                           “Porque andamos por fé, não por vista”. (2 Coríntios 5.7)

            Esse tipo de comportamento é uma visão contraditória ao século atual. É comum vermos pessoas vivendo por consequência dos fatos, na certeza de que seus investimentos darão certo, porquanto a lei da semeadura é uma verdade (Salmo 126.5,6). Por esta e muitas outras razões um emaranhado de pessoas vive por aquilo que se pode ver, aquilo que é palpável e garantido. Não escolhem viver por aquilo que é certo, sim pelo que dará certo. É triste o fato de tais pessoas desconhecerem que tudo isso é passageiro e um dia terminará e este será o seu galardão. Assim vaticinou Paulo aos cristãos da Galácia:

“Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. (Gálatas 6.7)

            Em meu livro Crescendo como o cedro no Líbano apresentei o modelo de vida pregado pelo sistema vigente onde tudo precisa ser visto e tal condição é, para muitos, sinônimo de prosperidade.
As pessoas estão cada vez mais fixas naquilo que visivelmente dará certo. Lamentavelmente tal realidade foi importada para o seio da igreja do Senhor Jesus. Muitos vivem um pseudo-evangelho, popularmente conhecido como o evangelho do interesse. Quantos com suas atitudes estão dizendo que só vão a determinada igreja por que lá o lucro de seus investimentos é certo. Se investirem no “Reino” dez ganharão cem, contribuindo com cem automaticamente lucrarão mil e assim por diante.
É o conhecido evangelho da barganha – Um engano de satanás.
            Viver com a visão voltada para as possibilidades não é o que Deus projetou para nós.
Muitos olham para o mundo e se garantem na sega do que semeou, contudo tudo aqui passa:

“E o mundo passa, e a sua concupiscência também; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. (1 João 2.17)

            Em contraste a isso, tudo o que fazemos para o Senhor e seu Reino está gerando uma grande recompensa no futuro:

“Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra tem uma recompensa”. (2 Crônicas 15.7)


            Que possamos, como servos de Cristo, quebrar os paradigmas estabelecidos pelo mundo e agirmos como O Senhor tanto deseja.
              Cristo, através de Paulo, nos ensina a agir como autênticos cristãos, olhando para o que não se pode ver. Pode parecer ilógico dizer que o sábio Mestre nos convida a olhar para o invisível, pois se é invisível não se pode ver. Digo que você está inteiramente correto, entretanto não estamos falando como homens naturais, sim como espirituais que discernem as coisas espiritualmente.

“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1 Coríntios 2.14)

Por mais insano que pareça é mais simples do que se possa imaginar. Em suma, Cristo está nos convidando a exercer a nossa fé. Atentando para o que não se pode ver é olhar para Aquele que não podemos ver, mas sabemos que é real, pois sentimos a sua presença e ouvimos a sua voz.
As Escrituras nos apresentam inúmeros relatos de pessoas que deixaram a visão humana de lado, pararam de olhar para o visível, e dirigiram sua visão para o invisível, a saber, para o poder sobrenatural de Deus.
O próprio patriarca Jó é um grande exemplo disso. Este possuía todas as razões para entregar os pontos, cair numa depressão e loucura da vida. O contraste é claro entre o servo do Senhor provado e a sua esposa leiga das coisas de Deus. Contudo, mesmo diante deste martírio, Jó nos deixou claro que a sua visão, a sua fé e o seu amor não estavam nas coisas passageiras deste mundo (1 João 2.15), mas na certeza de que seu Deus estava vivo, contemplando a sua fidelidade e reservando um dia de glória para ele:

“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus”. (Jó 18.25,26)

Que exemplo de fé e paciência!
Não teríamos esse registro se nosso irmão não perseverasse até o fim.
Esta é a posição que Deus espera cada um de nós.
Olhar para o invisível nos aproxima de Nosso Senhor. Assim como aconteceu com o patriarca, que mesmo sendo um homem sincero, reto, temente a Deus e que se desviava do mal (Jó 1.8) não deixou de passar por sua adversidade, mas sobre toda ela triunfou olhando para o Senhor em vez de olhar para o que limitava a sua visão, para aquilo que freava a sua fé. O resultado disso foi que ele se aproximou tanto de Jeová que no final de seu livro reservou um espaço para nos informar que:

“Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos”. (Jó 42.5)

Que O Senhor a cada dia amplie a nossa visão e que seu colírio precioso esteja sobre nosso olhos a fim de nos fazer enxergar suas grandezas (Apocalipse 3.18).

Pr. Daniel Aguiar
Cabo Frio/ RJ
11/12/2016

sábado, 26 de novembro de 2016

Como Judas Iscariotes morreu?

        A Bíblia possui algumas aparentes discordâncias, dentre elas, o tema deste artigo.
            Vez ou outra alguém me pergunta sobre o episódio final da vida de Judas Iscariotes, um dos doze discípulos de Cristo, cujo nome significa filho de Queriote ou  natural de Queriote. No ministério de Cristo, mesmo aparecendo por último na listagem dos apóstolos, possuía um cargo de destaque – era tesoureiro do ministério de Jesus. O evangelista João fundamenta tal ofício e ressalta a índole má de Judas (João 12.4-6).
            Seu apego ao dinheiro o levou a cometer o pior ato de sua vida, vender Cristo para os romanos por trinta moedas de prata. Após realizar tal ato ele volta arrependido aos príncipes dos sacerdotes e anciãos visando corrigir seu erro, mas estes não se importaram com o traidor. Em Mateus 27.5b diz que após todo esse contexto ele:

“retirou-se e foi se enforcar”

            Outro texto que retrata seus últimos momentos foi escrito por Lucas em Atos 1.18:

“e precipitando-se, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram”

Na verdade não há contrariedade entre as duas referências, sim uma complementação. Há quem negue a morte dele por enforcamento, alegando que  o fato dele ter “ido se enforcar” não quer dizer que ele tenha de fato se enforcado.
A maioria dos estudiosos defendem a ideia de que ele realmente tenha se retirado para se enforcar, porém o lugar escolhido era pedregoso e cheio de oscilação. Acredita-se que ao se enforcar (Mateus 27.5b) a corda ou o galho tenha se partido e ele despencou, tendo como resultado, o seu corpo se rompido e as suas entranhas se espalhado, conforme a versão do médico Lucas (Atos 1.18).
A maioria se apega aos escritos de Mateus, pois ele era discípulo de Cristo e escreveu diretamente para os judeus. Lucas era um médico grego que seguiu os apóstolos e foi diretamente discipulado pelo apóstolo Paulo. Por esta razão ele se preocupa em fazer uma "autópsia" histórica do corpo de Judas através dos relatos dos discípulos. Levando em consideração que ele não se encontrava presente e sequer viveu no mesmo período que Judas se suicidou.

Paz!

Cabo Frio/RJ, 26.11.16

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Lançamento em breve!

“Onde está o teu Deus?”
Quem nunca ouviu essa pergunta num momento difícil da sua história?
Diante de situações como esta, tudo indica que nossa busca e dedicação ao Senhor é em vão. Parece que não estamos crescendo e jamais sairemos daquele dilema que há tempo nos persegue. Somos, por muitas ocasiões, visitados por uma impressão de que nunca iremos evoluir... Lutamos muito para chegar ao objetivo que Ele traçou para nós, todavia parece que em tempo algum conseguiremos chegar lá, mas uma coisa é certa: Parece, somente Parece! Em meio a toda essa turbulência, dilemas e perseverança, acredite: Você está crescendo e amadurecendo!
Mas como isso pode ser possível se só vejo impossibilidades?
Ao desfolhar as páginas desse livro você caminhará pela história da sua vida de uma maneira dinâmica, profunda e espiritual, onde todo pensamento de desistência será extirpado e você assumirá com Deus um novo recomeço entendendo que, em tudo, Ele tem um tempo e um propósito.


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